Investigação original
Avaliação da perceção estética do perfil facial em diferentes painéis de observadores
Aesthetic perception evaluation of facial profile in different panels of observers
Marta M. Viegas, , Pedro Mariano Pereira, Luís Proença
Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, Departamento de Ortodontia, Monte da Caparica, Porugal
Recebido 21 Janeiro 2016, Aceitaram 29 Setembro 2016
Resumo
Objetivo

Avaliar se a perceção estética da convexidade do perfil facial é semelhante entre os diferentes painéis de avaliadores.

Métodos

Foram utilizadas silhuetas de perfil construídas no programa Adobe Photoshop Cs5®. A partir de um perfil de referência com 12° de convexidade facial foram criadas 4 silhuetas com convexidade de 0°, 6°, 18° e 24°. Foram avaliadas por especialistas em ortodontia, estudantes de medicina dentária e por um grupo de controlo que representa a população em geral, mediante um questionário online.

Resultados

Verificaram‐se diferenças estatisticamente significativas entre grupos quanto à perceção estética da convexidade do perfil facial. Os especialistas em ortodontia e os estudantes de medicina dentária consideram mais estético o perfil de convexidade 12°. A população em geral prefere o perfil de 18°.

Conclusões

A perceção estética da convexidade do perfil facial não é idêntica para os especialistas em ortodontia, estudantes de medicina dentária e para o grupo de controlo que representa a população geral.

Abstract
Objective

To evaluate if the aesthetic perception of the facial profile convexity is similar among the different observers.

Methods

Profile silhouettes were built on the Adobe Photoshop Cs5® program. From a standard profile as a reference with a facial convexity of 12° we created four different silhouettes with a convexity of 0°, 6°, 18° and 24°. Each one was evaluated by orthodontic specialists, students of Dental Medicine and a control group constituted by laypersons, through an online questionnaire.

Results

We verified statistically significant differences between the groups in relation to the aesthetic perception of the facial profile convexity. The orthodontic specialists and the students of Dental Medicine considered the facial convexity of 12° to be the most aesthetic. The laypersons prefers the 18° of facial convexity.

Conclusions

The aesthetic perception of the facial profile convexity is not identical among the orthodontic specialists, the students of Dental Medicine and the control group.

Palavras‐chave
Perfil facial, Estética, Convexidade facial
Keywords
Facial profile, Esthetics, Facial convexity
Introdução

Nos dias de hoje, denota‐se um maior envolvimento no estudo da face por parte de cientistas e especialistas das mais diversas áreas, nomeadamente a ortodontia, que procuram perceber a perceção estética de diversos observadores1.

Vários autores, ao longo do tempo, observaram que a grande maioria dos pacientes que procuram tratamento ortodôntico fazem‐no com base em preocupações estéticas, em detrimento das condições funcionais e estruturais2–5. Portanto, a expetativa é que do tratamento ortodôntico possa resultar uma melhoria estética. Para tal, a avaliação do perfil do paciente é extremamente importante, havendo necessidade de melhor definir as suas condições de normalidade, harmonia e equilíbrio6.

O parecer profissional pode nem sempre coincidir com a opinião e expetativa dos pacientes. Para melhor compreender e testar essa diferença surgiu a necessidade de comparar a sensibilidade de profissionais e de leigos quanto às alterações horizontais e verticais, bem como de perceber qual a face mais agradável na opinião de cada um deles6.

O perfil facial pode ser avaliado através de certas estruturas da face e pela forma como se relacionam entre si. O ângulo da convexidade facial, formado pelo plano G‐Sn e pelo plano Sn‐Pg’, é frequentemente utilizado e é representativo da convexidade do perfil facial6,7.

Vários autores tentaram encontrar um valor ideal para o ângulo da convexidade facial. Estes estabeleceram o seu valor médio para o contorno do perfil dos tecidos moles entre 8‐12°7–11. Mais recentemente, e corroborando a média de valores anteriormente definidos, foi considerado que um ângulo de 12° definia uma convexidade facial normal6.

Um valor do ângulo diminuído é considerado um perfil côncavo que normalmente está associado a uma relação esquelética de classe III. Enquanto um valor do ângulo aumentado é caracterizado por um perfil convexo, estando frequentemente associado a uma relação esquelética de classe II12,13.

Este trabalho de investigação teve como objetivo principal avaliar a influência da convexidade do perfil na estética facial, avaliando se a perceção estética da convexidade do perfil facial é semelhante entre os grupos da amostra, e quais os perfis de convexidade facial que os avaliadores consideram mais estéticos. Foi, assim, testada a hipótese nula de que a perceção estética da convexidade do perfil facial é idêntica para os especialistas em ortodontia, estudantes de medicina dentária e população em geral.

Materiais e métodos

Para esta investigação foram utilizadas silhuetas de perfil construídas a partir do programa Adobe Photoshop Cs5® (Adobe System Inc., San José, California, EUA). A partir de um perfil de referência, cuja posição mandibular se encontrava posicionada de forma a obter um perfil de convexidade «normal» de 12° (G‐Sn / Sn‐Pg’), foram criadas mais 4 silhuetas em que a posição da mandíbula e, consequentemente, a convexidade facial foi alterada. Estas corresponderam a valores de convexidade de 18°, 24°, 6° e 0° (fig. 1). Nenhuma sofreu alterações no sentido vertical.

Figura 1.
(0.09MB).

Silhuetas de 12°, 18°, 24°, 6° e 0° de convexidade facial.

No total, a amostra foi constituída por 85 indivíduos, repartidos por 3 grupos, sendo que 51 são do sexo feminino (60% da amostra) e 34 do sexo masculino (40% da amostra), com uma média de idades de 35,16 anos.

O grupo A, composto por médicos dentistas especialistas em ortodontia, totalizou 18 elementos. O grupo B foi constituído por estudantes de medicina dentária do 5.° ano do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, do qual faziam parte 38 elementos, e o grupo C foi formado por 29 indivíduos selecionados aleatoriamente do universo de pacientes que frequentam a Clínica Dentária Egas Moniz, tendo como objetivo representar a população em geral.

A constituição da amostra esteve dependente do número reduzido de especialistas em ortodontia existentes na população portuguesa (cerca de 46, aquando da realização do estudo). Com esta limitação, optou‐se que cada grupo tivesse uma base de recrutamento de 46 indivíduos, ficando a constituição dos grupos dependente do número de indivíduos que respondessem ou concordassem em participar.

De forma a chegar a todos os grupos da amostra, foi criado um inquérito online através da plataforma Google Forms®, que foi enviado por e‐mail para os especialistas em ortodontia (grupo A) e para os estudantes de medicina dentária (grupo B). Para o grupo C da amostra foi aplicado o mesmo questionário, embora este tenha sido preenchido presencialmente na Clínica Dentária Egas Moniz, através da plataforma online.

Todas as silhuetas estavam numeradas de 1‐5 e a ordem de apresentação das silhuetas foi aleatória, para não sofrer influência na resposta dos observadores.

Cada observador respondeu a um questionário, escolhido aleatoriamente entre 3 que foram construídos, em que apenas foi alterada a ordenação das imagens, também com o objetivo de não padronizar os resultados e obter, assim, respostas o menos tendenciosas possível.

Foi pedido aos observadores da amostra que para cada silhueta, as ordenassem de acordo com a sua preferência, da mais estética para a menos estética. As respostas dadas pela amostra ficaram armazenadas no formulário de resposta online da Google Forms® para posterior compilação e análise, que foi efetuada com recurso ao software «IBM SPSS Statistics 21.0®» para Windows.

Devido à natureza das variáveis abrangidas, a análise envolveu a aplicação de metodologias de análise descritiva e inferencial (teste do qui‐quadrado), tendo sido fixado, neste último caso, um nível de significância de 5%.

Resultados

Na tabela 1 verifica‐se que a silhueta que mais vezes foi escolhida como a mais estética foi, no total dos grupos, a correspondente a 12° de convexidade (61,2%), num universo de 85 observadores, tendo maior prevalência no grupo A (94,4%), seguida pelo grupo B (73,7%). No grupo C verificou‐se que a silhueta correspondente a 18° de convexidade foi escolhida como mais estética em maior percentagem (37,9%). Verificou‐se que a silhueta de 0° de convexidade nunca foi escolhida pelo grupo A nem pelo grupo B como mais estética, arrecadando no total apenas 2,4% das respostas.

Tabela 1.

Distribuição do número de vezes que as silhuetas com convexidade 0°, 6°, 12°, 18° e 24° foram escolhidas em 1.° lugar

1.° lugarGruposTotal
ABC   
0°  6,9  2,4 
6°  2,6  20,7  8,2 
12°  17  94,4  28  73,7  24,1  52  61,2 
18°  5,6  21,1  11  37,9  20  23,5 
24°  2,6  10,3  4,7 

Em segundo lugar na preferência dos observadores ficou a silhueta correspondente a 18° de convexidade (36,5% no total dos grupos), verificando‐se também uma igual preferência dentro do grupo A e do grupo B. Já o grupo C tendeu a preferir em segundo lugar a silhueta de 12° (48,3% no total das 29 respostas) (tabela 2).

Tabela 2.

Distribuição do número de vezes que as silhuetas com convexidade 0°, 6°, 12°, 18° e 24° foram escolhidas em 2.° lugar

2.° lugarGruposTotal
ABC   
0°  2,6  1,2 
6°  27,8  12  31,6  27,6  25  29,4 
12°  5,6  18,4  14  48,3  22  25,9 
18°  12  66,7  15  39,5  13,8  31  36,5 
24°  7,9  10,3  7,1 

O 5.° lugar corresponde à silhueta que os observadores consideram como menos estética. De acordo com os resultados, a silhueta de 0° de convexidade foi maioritariamente escolhida como a menos agradável, tanto intragrupo como no total dos grupos (67,1% no total dos grupos). De notar que a silhueta de 24° de convexidade arrecadou 25,9% das respostas, ocupando também um lugar menos agradável na análise da estética do perfil pelos observadores (tabela 3).

Tabela 3.

Distribuição do número de vezes que as silhuetas com convexidade 0°, 6°, 12°, 18° e 24° foram escolhidas em último lugar

5.° lugarGruposTotal
ABC   
0°  12  66,7  26  68,4  19  65,5  57  67,1 
6°  2,6  1,2 
12°  6,9  2,4 
18°  10,3  3,5 
24°  33,3  11  28,9  17,2  22  25,9 

Foi feita uma análise estatística inferencial que pretendia avaliar a influência dos diferentes grupos da amostra nas respostas percecionadas como mais ou menos estéticas pelos observadores. Posto isto, foi selecionada para cada grupo a opção mais escolhida pelos observadores e fez‐se a comparação da relação de proporção entre as restantes opções de resposta diferentes. A informação encontra‐se descrita nas tabelas 4 e 5.

Tabela 4.

Distribuição da amostra face à opção de resposta mais escolhida (silhueta 12°, 18°, 24°, 6° ou 0°)

  Grupo
  ABC
  % no grupo  % total  % no grupo  % total  % no grupo  % total 
Pergunta 1 (mais estética)
Opção mais escolhida  17  94,4  20  28  73,7  32,9  11  37,9  12,9 
Opções diferentes  5,6  1,2  10  26,3  11,8  18  62,1  21,2 
Tabela 5.

Testes de independência face à opção de resposta mais escolhida (silhueta 12°, 18°, 24°, 6° ou 0°), realizados a partir das variáveis apresentadas na tabela 4

Testes de qui‐quadrado
  Valor  Df  Asymp. Sig. (2‐sided) 
Pearson Chi‐Square a  17,642a  <0,001 
Likelihood Ratio  19,087  <0,001 
Linear‐by‐Linear Association  16,928  <0,001 
N of Valid Cases  85     
a

0 células (0,0%) esperavam contar menos de 5. O mínimo esperado é 6,14.

Os resultados deste teste (tabela 5) demonstram que existem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (p<0,05), logo a perceção estética da convexidade do perfil facial não é idêntica para os 3 grupos de observadores.

Discussão

O perfil tem sido qualitativamente avaliado através de silhuetas e neste estudo foram utilizadas silhuetas ao invés de fotografias, pois permitem eliminar fatores que influenciem a perceção do observador e que possam causar distração. Têm a vantagem de reduzir a subjetividade, permitindo que o observador se foque exclusivamente no contorno do perfil facial14–19. As silhuetas também não apresentam nenhumas características fenotípicas que permitam a distinção entre um perfil masculino e um perfil feminino20. No entanto, as fotografias permitem ao avaliador visualizar toda a face de forma a proceder a uma análise mais completa e simulam de forma mais real as características a ser avaliadas14,17.

O ângulo da convexidade do perfil facial mostrou ter uma associação significativa com padrões de estética facial12. Este ângulo demonstrou ser extremamente sensível às discrepâncias esqueléticas sagitais. Indivíduos classe II e classe III normalmente apresentam este ângulo aumentado e diminuído, respetivamente, em relação ao mesmo ângulo dos indivíduos classe I. Perfis cuja convexidade é aumentada ou reduzida em relação aos valores médios são considerados esteticamente menos agradáveis21.

Há, portanto, uma relação direta entre a convexidade do perfil e a aparência estética desagradável21.

Após a análise dos resultados, é possível afirmar que neste estudo os especialistas em ortodontia, no geral, apresentam respostas mais calibradas do que os outros grupos, ou seja, na sua maioria, estes profissionais têm uma perceção estética do perfil facial semelhante entre si. Os ortodontistas deparam‐se com diferentes posições mandibulares nos seus pacientes, desde perfis extremamente retrogénicos a progénicos20.

O grupo que representa a população em geral é aquele que apresenta uma maior variabilidade de respostas no geral, significando que a perceção estética da população em geral é bastante diferente de indivíduo para indivíduo.

Quando questionados sobre as suas preferências no que diz respeito a diferentes convexidades de perfil, os especialistas em ortodontia foram perentórios na sua escolha. Salvo uma exceção, todos preferiram o perfil de 12° de convexidade. Por sinal, o perfil escolhido em maior número por este grupo corresponde ao perfil considerado por vários autores como o grau de convexidade que proporciona o perfil mais harmonioso6,7. Esta situação revela que este grupo de observadores tem um conhecimento ou, pelo menos, uma sensibilidade superior a qualquer outro grupo, no sentido de apreciar a harmonia do perfil. Isto pode dever‐se à sua formação profissional, que de certa forma os capacita a reconhecer e detetar alterações no perfil facial por mais ligeiras que sejam. As suas opiniões são baseadas em linhas guia, normas e escalas e ângulos ideais17,19,22. Também essa formação contribui para uma calibração na perceção destes profissionais, pois, no geral, todos partilham a mesma opinião. Os perfis com valores angulares mais pronunciados ou mais reduzidos não figuraram na preferência destes observadores.

Padrões mais elevados de estética facial foram associados a perfis mais retos, comparativamente àqueles com qualquer grau de convexidade ou concavidade. Dentro destes, nenhumas diferenças significativas foram encontradas entre perfis marcadamente progénicos e retrogénicos12. Em outros estudos foram também encontradas evidências que perfis severamente convexos estariam associados a uma aparência estética desagradável21,23.

No grupo dos estudantes de medicina dentária, a perceção foi semelhante ao grupo A, com a escolha preferencial a recair sobre perfis considerados mais harmoniosos (12°). No entanto, comparativamente ao grupo A, neste grupo as respostas foram mais distribuídas. Tal como no grupo A, as silhuetas com ângulos da convexidade mais diminuídas, associados a perfis progénicos, nunca foram considerados como a mais estética. Tal fato vai ao encontro de um estudo em que os avaliadores consideraram os perfis com prognatismo mandibular os menos atraentes24.

O grupo da população em geral apresenta uma maior dispersão nas respostas dadas, com a preferência estética a recair em perfis mais convexos25. Nesta investigação, preferiram escolher em primeiro lugar, representando o perfil mais estético, a silhueta com 18° de convexidade. Embora os perfis mais retrusivos (24°) e mais protrusivos (0°) tivessem obtido apenas 17,2% do total de respostas deste grupo, ainda assim existem alguns avaliadores que os consideraram mais estéticos. Isto sugere que as respostas deste grupo se baseiam em fatores emocionais e menos lógicos.

Os especialistas em ortodontia são significativamente mais reprodutíveis que a população em geral, no que diz respeito à perceção estética do perfil25.

Um dos objetivos principais deste estudo era determinar se a perceção estética do perfil facial é idêntica para os 3 grupos da amostra. Através da contagem das respostas dadas pelos grupos, foi possível separar as respostas mais dadas por cada um deles das restantes e, deste modo, proceder à análise estatística, após a qual se verificou que existem evidências estatisticamente significativas no que diz respeito à preferência estética do perfil facial entre os grupos. Isto significa que a perceção estética não é idêntica para todos os grupos, o que também aconteceu num estudo similar, que comparava as preferências do perfil facial de ortodontistas, cirurgiões maxilofaciais, estudantes de medicina dentária e população em geral, e onde também foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os referidos grupos26.

É possível verificar que existem diferenças na perceção estética nos vários grupos, pois o grupo A demostra uma clara preferência uniforme (94,4% das respostas iguais) e no grupo B 73,7% dos indivíduos recaíram sobre a mesma silhueta. No entanto, no grupo C existiu uma maior variabilidade, sendo que 62,1% das respostas não foram iguais à mais escolhida. Existe então uma clara diferença entre os grupos, ou seja, o fato do indivíduo ser especialista em ortodontia, estudante de medicina dentária ou pertencer à população em geral vai ter influência na preferência estética demonstrada pelos mesmos.

A perceção estética dos especialistas em ortodontia pode ser vista como «gold standard», segundo o qual o tratamento deve ser guiado. Não obstante este fato, e apesar da perceção dos pacientes poder não ser semelhante, as respostas discrepantes dadas pelo grupo que representa a população geral deve ser tomada em consideração por clínicos, na medida em que tal informação pode facilitar a comunicação entre o clínico e os pacientes, de forma a melhor conhecer as expetativas dos pacientes27.

É importante considerar que, relativamente à amostra, teria sido mais vantajoso integrar um maior número de participantes com vista a obter um resultado estatisticamente mais relevante. De tal forma, a discussão dos resultados deve ser feita de forma cuidadosa, tendo em conta o reduzido número da amostra.

Conclusões

  • Os especialistas em ortodontia demonstraram ter uma perceção estética mais reprodutível em relação a qualquer outro grupo da amostra considerada, sendo que o perfil escolhido como o mais estético foi o que exibia 12° de convexidade facial.

  • Os estudantes de medicina dentária demonstraram também uma preferência pela silhueta com 12°. No entanto, notou‐se uma distribuição algo maior nas respostas.

  • A população em geral demonstrou ter tendência a preferir perfis mais convexos. De facto, o grupo de controlo apresentou uma menor concordância de respostas, no que diz respeito à escolha do perfil que consideraram mais estético e, contrariamente aos outros grupos, a maioria das respostas correspondeu à silhueta com 18° de convexidade.

  • A perceção estética da convexidade do perfil facial não é idêntica para os especialistas em ortodontia, estudantes de medicina dentária e para o grupo de controlo, existindo diferenças estatisticamente significativas entre aqueles grupos.

Responsabilidades éticasProteção de pessoas e animais

Os autores declaram que para esta investigação não se realizaram experiências em seres humanos e/ou animais.

Confidencialidade dos dados

Os autores declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.

Direito à privacidade e consentimento escrito

Os autores declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.

Conflito de interesses

Os autores declaram não haver conflito de interesses.

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