Imagem em Cardiologia
Aneurisma idiopático da veia cava inferior – diagnóstico tomográfico
Idiopathic inferior vena cava aneurysm – tomographic diagnosis
Márcio Luís Duarte, , Bruno Fernandes Barros Brehme de Abreu, André de Queiroz Pereira da Silva, José Luiz Masson de Almeida Prado, Marcelo de Queiroz Pereira da Silva
WebImagem, São Paulo, Brasil
Recebido 14 Setembro 2016, Aceitaram 02 Novembro 2016

Mulher de 62 anos, submetida a exame de controle por resseção de tumor renal a esquerda há dois anos, referindo dispneia aos médios e grandes esforços. A angio‐TC de tórax, abdome e pelve demonstra veia cava inferior (VCI) com dilatação aneurismática idiopática na região proximal junto a aurícula direita, atingindo no maior calibre 56mm – classificação Gradman e Steinberg 1 (Figura 1). As drenagens das veias hepáticas média, direita e esquerda, ocorrem na região aneurismática, que está herniada para a região torácica com parte de segmento hepático. Distalmente ao aneurisma, na porção intra‐hepática, a VCI tem calibre muito reduzido, praticamente colapsada, por uma distância de 35mm. A VCI assume aspeto e calibres normais apenas na região sub‐hepática, recebendo a drenagem das demais veias abdominopélvicas.

Figura 1.
(0.67MB).

Angiotomografia de tórax, abdome e pelve sem contraste em A e com contraste na fase venosa em B, C e D, demonstrando veia cava inferior com dilatação aneurismática na região proximal junto à desembocadura na aurícula direita, atingindo no maior calibre 56mm (seta branca reta). As drenagens das veias hepática média, direita e esquerda, ocorrem na porção aneurismática, que está herniada para a região torácica com parte do segmento hepático (círculo branco). Distalmente ao aneurisma, na porção intra‐hepática, a veia cava inferior tem calibre muito reduzido, praticamente colapsada, por uma distância de 35mm (seta preta). A veia cava inferior assume aspeto e calibres normais apenas na região sub‐hepáticas, recebendo a drenagem das demais veias abdominopélvicas (seta branca curva).

O aneurisma venoso, especialmente o da VCI, é uma anomalia muito rara, com etiologia, fatores de risco e prognóstico pobremente definidos. Doenças inflamatórias, trombose, trauma e insuficiência cardíaca direita de longa data são possíveis fatores de risco. Também pode ocorrer secundária a malformação embrionária. A apresentação clínica do aneurisma venoso é variável, podendo ser descoberto por acaso em pacientes assintomáticos.

A tomografia computadorizada, a angio‐RM e a venografia são utilizadas para mostrar imagens detalhadas da estrutura venosa aneurismática. A cirurgia é indicada para todos os pacientes sintomáticos, mas os pacientes assintomáticos com diagnóstico incidental representam uma situação desafiadora.

Responsabilidades éticasProteção de pessoas e animais

Os autores declaram que para esta investigação não se realizaram experiências em seres humanos e/ou animais.

Confidencialidade dos dados

Os autores declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.

Direito à privacidade e consentimento escrito

Os autores declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.

Conflito de interesses

Os autores declaram não haver conflito de interesses.


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