Case report
Sequential transcatheter aortic valve implantation due to valve dislodgement - a Portico valve implanted over a CoreValve bioprosthesis
Implantação sequencial de válvula aórtica percutânea por deslocamento da válvula – uma válvula Portico implantada sobre uma CoreValve
Rui Campante Telesa,b,, , Cátia Costac, Manuel Almeidaa, João Britoa, Lars Sondergaardd, José P. Nevese, João Abecasisa, Henrique M. Gabriela
a Serviço de Cardiologia, Hospital de Santa Cruz, Carnaxide, Portugal
b Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC), Faculdade de Ciências Médicas, Lisboa, Portugal
c Serviço de Cardiologia, Hospital de Santarém, Santarém, Portugal
d Serviço de Cardiologia, Rigshospitalet, Copenhagen, Denmark
e Serviço de Cirurgia Cardiotorácica, Hospital de Santa Cruz, Carnaxide, Portugal
Recebido 18 Janeiro 2016, Aceitaram 01 Março 2016
Abstract

Transcatheter aortic valve implantation (TAVI) has become an important treatment in high surgical risk patients with severe aortic stenosis (AS), whose complications need to be managed promptly.

The authors report the case of an 86-year-old woman presenting with severe symptomatic AS, rejected for surgery due to advanced age and comorbidities. The patient underwent a first TAVI, with implantation of a Medtronic CoreValve®, which became dislodged and migrated to the ascending aorta. Due to the previous balloon valvuloplasty, the patient's AS became moderate, and her symptoms improved. After several months, she required another intervention, performed with a St. Jude Portico® repositionable self-expanding transcatheter aortic valve. There was a good clinical response that was maintained at one-year follow-up.

The use of a self-expanding transcatheter bioprosthesis with repositioning features is a solution in cases of valve dislocation to avoid suboptimal positioning of a second implant, especially when the two valves have to be positioned overlapping or partially overlapping each other.

Resumo

A implantação de válvula aórtica percutânea (VAP) tornou-se um procedimento importante no tratamento de doentes com estenose aórtica grave com elevado risco cirúrgico, cujas complicações devem ser avaliadas e tratadas de forma adequada.

Os autores relatam o caso de uma doente de 86 anos, com estenose aórtica grave sintomática, recusada para intervenção cirúrgica dada a idade avançada e comorbilidades. A doente foi submetida a uma primeira implantação de VAP com uma válvula Medtronic CoreValve®, a qual sofreu um deslocamento para a aorta ascendente durante o procedimento. Devido à angioplastia de balão previamente efetuada, a estenose aórtica tornou-se moderada, com melhoria da sintomatologia da doente. Vários meses depois, por agravamento clínico, houve necessidade de reintervenção, a qual foi realizada com um sistema reposicionável Portico®. Verificou-se um segundo posicionamento valvular adequado, com boa resposta clínica da doente, que persiste após um ano de follow-up.

A utilização de sistemas reposicionáveis de implantação de VAP constitui, atualmente, uma solução em casos de deslocamento da válvula, de forma a evitar uma segunda implantação subótima, sobretudo quando as duas válvulas têm de ficar em sobreposição.

Keywords
Severe aortic stenosis, Transcatheter aortic valve implantation complications, Valve dislocation
Palavras-chave
Estenose aórtica grave, Complicações da válvula aórtica percutânea, Deslocamento da válvula

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