Case report
Abdominal pain of cardiovascular origin
Dor abdominal de causa cardiovascular
Pedro Epifânio, , Maria Emanuel Amaral, Natália Noronha, Paula Martins, Dina Rodrigues, António Pires, Eduardo Castela
Hospital Pediátrico de Coimbra, Serviço de Cardiologia Pediátrica, Coimbra, Portugal
Recebido 08 Novembro 2016, Aceitaram 29 Junho 2017
Abstract

Infective endocarditis is a microbial infection of the endocardium and it is rare in the pediatric population. In children, congenital heart disease is one of the most important risk factors for developing infective endocarditis and can involve other structures in addition to cardiac valves. The prognosis is generally better than in other forms of endocarditis, although the average mortality rate in the pediatric population is 15-25%. Clinical manifestations can mimic other diseases such as meningitis and collagen-vascular disease or vasculitis. Therefore, a high degree of suspicion is required to make an early diagnosis. Gram-positive bacteria, specifically alpha-hemolytic streptococci, Staphylococcus aureus and coagulase-negative staphylococci, are the most commonly involved bacteria. Diagnosis is based on the modified Duke criteria, which rely mostly on clinical assessment, echocardiography and blood cultures. Antibacterial treatment should ideally be targeted. However, if no specific bacteria have been identified, patients should promptly be treated empirically with multiple drug regimens based on local resistance and the most common etiologies.

The authors describe a case of a seven-year-old girl with classic clinical signs of endocarditis, with a clinical twist.

Resumo

A endocardite infecciosa é uma infecção microbiana do endocárdio e é rara na população pediátrica. Nessa faixa etária, a doença cardíaca congénita é um dos fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento de endocardite infecciosa, pode envolver outras estruturas para além das válvulas cardíacas. O prognóstico é geralmente melhor do que noutras formas de endocardite, embora a taxa média de mortalidade em população pediátrica seja em torno a de 15-25%. As manifestações clínicas podem mimetizar outras doenças, tais como meningite, vasculite ou doença vascular do colagénio, e, por conseguinte, é necessário um elevado grau de suspeita para fazer um diagnóstico precoce. Os microrganismos mais frequentemente implicados são as bactérias gram-positivas, especificamente os estreptococos alfa-hemolíticos, Staphylococcus aureus e estafilococos coagulase-negativos. O diagnóstico baseia-se nos critérios de Duke modificados, que dependem principalmente da avaliação clínica, da ecocardiografia e de hemoculturas. O tratamento antibacteriano deve ser orientado ao microrganismo em causa. No entanto, na ausência de organismos identificados, o tratamento empírico não deve ser adiado, devem-se usar diferentes combinações de antibióticos e ter em conta as resistências locais e etiologias mais frequentes. Os autores descrevem um caso de uma menina de sete anos com sinais clínicos clássicos de endocardite, com uma reviravolta clínica.

Keywords
Infective endarteritis, Native aortic coarctation, Thromboembolic infarcts, Staphylococcus schleiferi
Palavras-chave
Endarterite infecciosa, Coartação da aorta nativa, Enfartes tromboembólicos, Staphylococcus schleiferi

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