Investigação original
Avaliação cefalométrica do espaço aéreo faríngeo após uso de aparelho oclusal liso e plano
Cephalometric evaluation of pharyngeal airway space after the use of flat occlusal appliance
Luzmila Rojas Del‐Aguilaa,b,, , Frederico Andrade e Silvaa, Wilkens Aurélio Buarque e Silvaa, Marcela Rodrigues Alvesc, Fábio Ribeiro Guedesd, Ligia Luzia Buarque e Silvab
a Área de Prótese Fixa, Departamento de Prótese e Periodontia, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas, Piracicaba, São Paulo, Brasil
b Disciplina de Prótese Fixa, Universidade Paulista, Faculdade de Odontologia, campus Swift, Campinas, São Paulo, Brasil
c Área de Prótese Removível, Departamento de Prótese e Materiais Dentários, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
d Setor de Radiologia, Departamento de Patologia e Diagnóstico Oral, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Received 28 March 2016, Accepted 29 September 2016
Resumo
Objetivo

Analisar mediante cefalometria, as variações de cada um dos 3 segmentos do espaço aéreo faríngeo após o restabelecimento (normalização/aumento) da dimensão vertical de oclusão pelo uso de aparelho oclusal liso e plano.

Métodos

Radiografias cefalométricas de perfil com a cabeça em posição natural foram realizadas em 30 voluntários usuários de próteses totais com dimensão vertical de oclusão diminuída, antes e após do uso de aparelhos oclusais lisos e planos durante o período de 90 dias. Foram obtidas medidas lineares do espaço aéreo faríngeo. Para análise dos resultados se aplicou o teste estatístico t de Student (p <0,05).

Resultados

Se obtiveram medições em cada uma das 3 regiões anatômicas que formam o espaço aéreo faríngeo: nasofaringe (ENP‐BaS), orofaringe (VSA‐BaS) e hipofaringe (VIA‐BaS). A mensuração (ENP‐BaS) apresentou diferenças estatisticamente significativa após uso do aparelho, com valores finais aumentados (p=0,005). O mesmo ocorreu com as mensurações VSA‐BaS (p=0,004) e VIA‐BaS (p=0,006), mas com valores finais diminuídos. Adicionalmente foram registrados os relatos dos voluntários no que diz respeito a roncopatia e sono agitado, evidenciando‐se que todos obtiveram melhoras significativas com relação a estas sintomatologias.

Conclusão

O espaço aéreo faríngeo não respondeu como um todo único, quando a dimensão vertical de oclusão foi normalizada/aumentada, e sim de forma segmentada.

Abstract
Objective

Analyze the variations of the three segments of the pharyngeal airway space after reestablishment (normalization / increase) of the vertical dimension of occlusion by wearing flat occlusal appliance.

Methods

Cephalometrric radiographs with the head in a natural position were taken of thirty denture wearers subjects with decreased vertical dimension of occlusion before and after the use of flats occlusal appliances during 90 days. Linear measurements of pharyngeal airway space were obtained. Data analysis applied the statistical Student's t test (p <0.05).

Results

Measurements of each of the three anatomic regions that compound the pharyngeal airway space were obtained: nasopharynx (ENP‐BaS), oropharynx (VSA‐BaS) and hypopharynx (VIA‐BaS). Measurements of ENP‐BaS showed significant statistically differences after the use of flat occlusal appliance, leading to an increase of the final value (p=0.005). The same happened with the measurements VSA‐BaS (p=0.004) and VIA‐BaS (p=0.006) but showing decreased final values. Additionally subjects reported improvement in respect to snoring and restless sleep.

Conclusion

The three segment of pharyngeal airway space vary in a different way when vertical dimension of occlusion is increased.

Palavras‐chave
Faringe, Cefalometria, Dimensão vertical, Nasofaringe, Orofaringe, Hipofaringe
Keywords
Pharynx, Cephalometry, Vertical dimension, Nasopharynx, Oropharynx, Hypopharynx

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