Case report
Massive organ embolization from primary aortic thrombosis
Embolização orgânica maciça de trombose primária da aorta
Catarina Patrícioa,, , Mariana Marques Silvaa, Pedro Eduardo Silvaa, João Oliveiraa, Luís Bagulhob
a Departamento de Medicina Interna 2.3, Hospital de Santo António dos Capuchos, Centro Hospitalar Lisboa Central, Lisboa, Portugal
b Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, Hospital Curry Cabral, Centro Hospitalar Lisboa Central, Lisboa, Portugal
Received 19 October 2016, Accepted 03 February 2017
Abstract

A 49-year-old woman was hospitalized for acute left foot arterial ischemia. Arterial Doppler revealed occlusion of the dorsalis pedis and posterior tibial arteries. A computed tomography angiography performed to assess abdominal pain showed hepatic, splenic, renal and pancreatic infarctions. A splenic artery embolism and a small aortic wall thrombus at the celiac trunk were identified. No radiological signs of aortic atherosclerosis were found. No predisposing conditions for secondary aortic thrombosis or intracardiac embolic sources were detected. It was determined that primary aortic thrombosis, a rare though potentially serious condition, was to blame. Isolated aortic mural thrombosis therapy is not well established, although systemic anticoagulation, thrombolysis, thromboaspiration, endovascular stent grafting and surgical thrombectomy have been attempted with varying success. In our patient, systemic anticoagulation therapy was initiated and resulted in aortic thrombus resolution. Close clinical follow-up is crucial, as the aortic thrombus can recur despite anticoagulation and aggressive control of the atherosclerotic risk factors.

Resumo

Doente de 49 anos do sexo feminino, admitida por isquemia aguda do pé esquerdo. O Doppler arterial revelou oclusão das artérias dorsal do pé e tibial posterior. Uma angiotomografia computorizada efetuada para avaliação de dor abdominal evidenciou enfartes hepáticos, esplénicos, renais e pancreático. Identificava-se êmbolo da artéria esplénica e pequeno trombo parietal aórtico ao nível do tronco celíaco; não existiam sinais radiológicos de aterosclerose da aorta. Não foram detetadas condições predisponentes para trombose secundária da aorta ou fontes embolígenas intracardíacas. Concluiu-se assim tratar-se de uma trombose primária da aorta, uma entidade rara, mas potencialmente grave. A terapêutica da trombose aórtica mural isolada não está bem estabelecida, embora anticoagulação sistémica, trombólise, tromboaspiração, stent endovascular e trombectomia cirúrgica estejam descritas com graus variáveis de sucesso. No nosso caso, foi feita anticoagulação sistémica com resolução do trombo aórtico. O follow-up clínico apertado é fundamental, uma vez que, apesar da anticoagulação e do controlo agressivo dos fatores de risco ateroscleróticos, a trombose aórtica pode recorrer.

Keywords
Primary aortic thrombosis, Multi-Systemic Infarcts, Computed Tomography Angiography
Palavras-chave
Trombose primária da aorta, Enfartes multissistémicos, Angiotomografia computorizada

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