Original Article
Does permanent atrial fibrillation modify response to cardiac resynchronization therapy in heart failure patients?
A fibrilhação auricular modifica a resposta à terapêutica de ressincronização cardíaca em doentes com insuficiência cardíaca?
Ana Abreua,, , Mário Oliveiraa, Pedro Silva Cunhaa, Helena Santa Clarab, Guilherme Portugala, Inês Gonçalves Rodriguesa, Vanessa Santosb, Luís Moraisa, Mafalda Selasa, Rui Soaresa, Luísa Brancoa, Rui Ferreiraa, Miguel Mota Carmoc, on behalf of BETTER-HF investigators
a Serviço de Cardiologia, Hospital de Santa Marta, Centro Hospitalar Lisboa Central, CHLC, Lisboa, Portugal
b Centro Interdisciplinar de Estudo da Performance Humana, CIPER, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, Portugal
c Centro de Estudos de Doenças Crónicas, CEDOC, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova, Lisboa, Portugal
Received 16 June 2016, Accepted 21 February 2017
Abstract
Introduction

The benefits of cardiac resynchronization therapy (CRT) documented in heart failure (HF) may be influenced by atrial fibrillation (AF). We aimed to compare CRT response in patients in AF and in sinus rhythm (SR).

Methods

We prospectively studied 101 HF patients treated by CRT. Rates of clinical, echocardiographic and functional response, baseline NYHA class and variation, left ventricular ejection fraction, volumes and mass, atrial volumes, cardiopulmonary exercise test (CPET) duration (CPET dur), peak oxygen consumption (VO2max) and ventilatory efficiency (VE/VCO2 slope) were compared between AF and SR patients, before and at three and six months after implantation of a CRT device.

Results

All patients achieved ≥95% biventricular pacing, and 5.7% underwent atrioventricular junction ablation. Patients were divided into AF (n=35) and SR (n=66) groups; AF patients were older, with larger atrial volumes and lower CPET dur and VO2max before CRT. The percentages of clinical and echocardiographic responders were similar in the two groups, but there were more functional responders in the AF group (71% vs. 39% in SR patients; p=0.012). In SR patients, left atrial volume and left ventricular mass were significantly reduced (p=0.015 and p=0.021, respectively), whereas in AF patients, CPET dur (p=0.003) and VO2max (p=0.001; 0.083 age-adjusted) showed larger increases.

Conclusion

Clinical and echocardiographic response rates were similar in SR and AF patients, with a better functional response in AF. Improvement in left ventricular function and volumes occurred in both groups, but left ventricular mass reduction and left atrial reverse remodeling were seen exclusively in SR patients (ClinicalTrials.gov identifier: NCT02413151; FCT code: PTDC/DES/120249/2010).

Resumo
Introdução

Os benefícios da terapêutica de ressincronização cardíaca (TRC), documentados na insuficiência cardíaca (IC), poderão ser influenciados pela fibrilhação auricular (FA). Pretendemos avaliar comparativamente efeitos TRC em doentes em FA e em ritmo sinusal (RS).

Métodos

Foram estudados prospetivamente 101 doentes submetidos a TRC. Percentagens de respondedores clínicos, ecocardiográficos e funcionais, valores basais e variação de classe NYHA, fração de ejeção, volumes e massa ventriculares esquerdos, volumes auriculares, duração da prova de esforço cardiorrespiratória (PECR dur), consumo pico de oxigénio (VO2p) e eficiência ventilatória de esforço (VE/VCO2) foram comparados entre grupos FA e RS, pré-implantação TRC e nos seis meses após implantação.

Resultados

Os doentes tiveram percentagens de pacing biventricular ≥95%, com 5,7% de ablação auriculoventricular juncional. Definimos grupo FA (n=35) e grupo RS (n=66), tendo os doentes com FA idade superior, maiores volumes auriculares, menores PECR dur e VO2p pré-CRT. Percentagens de respondedores clínicos e ecocardiográficos foram idênticas nos dois grupos, mas de respondedores funcionais foram superiores nos doentes FA (71 versus 39% no grupo RS; p=0,012). Nos doentes RS verificou-se a redução significativa do volume auricular esquerdo e da massa ventricular esquerda (p=0,015 e p=0,021, respetivamente) e nos doentes com FA maior aumento da PECR dur (p=0,003) e VO2p (p=0,001; p=0,083 ajustado para idade).

Conclusão

As respostas clínica e ecocardiográfica à TRC foram semelhantes nos doentes FA e RS, com resposta funcional superior em FA. A melhoria de função e dimensões ventriculares esquerdas foi idêntica nos dois grupos, contudo redução de massa ventricular esquerda e remodelagem inversa auricular esquerda foram exclusivas de doentes RS (ClinicalTrials.gov Identifier: NCT02413151; FCT code: PTDC/DES/120249/2010).

Keywords
Heart failure, Cardiac resynchronization, Atrial fibrillation, Responder
Palavras-chave
Insuficiência cardíaca, Ressincronização cardíaca, Fibrilhação auricular, Respondedor

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